Oito homens escaparam da Unidade Penal Moacir Prado, em Tarauacá, interior do Acre, na segunda-feira. Dois dias depois, nenhum havia sido localizado pelas forças de segurança.
A confirmação partiu do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), que detalhou a situação ao G1 na quarta-feira. Segundo reportagem do G1, a estrutura da unidade e o entorno — cortado por ramais e coberto por vegetação densa — criam rotas naturais de fuga entre os municípios da região.
A geografia local tem sido o principal obstáculo para as equipes de recaptura. A área combina trechos de mata fechada com acessos precários, o que permite deslocamento rápido e dificulta o cerco policial. Até o momento, a secretaria de segurança não divulgou balanço de operações ou número de agentes mobilizados.
Unidades de menor porte no Norte do país enfrentam desafios recorrentes: efetivo reduzido, muros baixos e localização próxima a zonas rurais extensas. O caso de Tarauacá expõe como essas condições, somadas à logística de transporte de presos e à fiscalização de perímetro, tornam episódios de evasão mais frequentes.
O Iapen informou que procedimentos administrativos internos foram abertos para apurar as circunstâncias da fuga. A direção da penitenciária não se manifestou sobre eventuais falhas na vigilância ou na contenção no momento da evasão.
A continuidade das buscas depende da integração entre polícias estaduais e federais na região. A recaptura dos foragidos segue como prioridade imediata do sistema penitenciário acreano.