Na segunda-feira (6), uma oficina mecânica em Sumaré, no interior de São Paulo, foi interditada após a Polícia Civil encontrar peças de um caminhão roubado e resíduos industriais descartados irregularmente. O proprietário foi preso em flagrante e o estabelecimento foi fechado por violação da legislação ambiental estadual, após denúncia anônima.
Segundo o G1, a operação foi desencadeada por informações sobre a venda de peças de veículos sem documentação em uma oficina do Jardim Manchester. Entre os itens apreendidos estavam componentes de um caminhão roubado, além de toneladas de óleo usado e resíduos químicos armazenados de forma inadequada, sem tratamento ou destinação certificada. A fiscalização ambiental confirmou que os resíduos estavam contaminando o solo e o sistema de drenagem local.
Conforme apurou o G1, a prática de receptação de peças de veículos roubados está ligada a redes organizadas que atuam em várias regiões do Estado de São Paulo. A oficina funcionava como ponto de reaproveitamento e revenda ilegal, com documentos falsificados e sem registro de origem. A interdição foi imediata e o suspeito encaminhado à Justiça sob acusação de receptação qualificada e crime ambiental.
Em Goiânia, a fiscalização ambiental tem aumentado o foco em oficinas mecânicas, especialmente nos bairros do Setor Oeste e Vila Nova, onde já foram aplicadas multas por descarte irregular de óleos e fluidos. A Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) relata que, nos últimos 12 meses, 27 estabelecimentos foram autuados por armazenamento indevido de resíduos perigosos — prática que, como em Sumaré, pode gerar contaminação de lençóis freáticos.
A Polícia Civil de Goiás também tem reforçado ações contra a receptação de peças de veículos, especialmente caminhões e utilitários, que são alvos frequentes de roubos no estado. Em 2023, foram apreendidas mais de 150 peças de veículos roubados em oficinas clandestinas na região metropolitana de Goiânia, mas a maioria dos casos ainda escapa da fiscalização por falta de denúncias e recursos limitados.
A operação em Sumaré evidencia a conexão entre crime e descarte ambiental — um cenário que também preocupa autoridades em Goiás, onde a fiscalização precisa avançar para combater redes similares.