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Brasil

Norueguês que vive em Juiz de Fora torce contra o Brasil no Mineirão

Knut Skramstad, naturalizado culturalmente mineiro, enfrenta pressão em jogo da Copa América entre Brasil e Argentina

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 04:09 3 min de leitura
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Norueguês que vive em Juiz de Fora torce contra o Brasil no Mineirão
Foto: Reprodução/og:image

Um norueguês de 48 anos, residente em Juiz de Fora desde 2011, estará entre os torcedores no Estádio Mineirão para assistir à partida entre Brasil e Argentina na Copa América, mas não apoiará a seleção brasileira. Knut Skramstad, que adotou a cultura, a culinária e os times locais, vive um paradoxo: é um dos mais apaixonados torcedores do Cruzeiro, mas defenderá a Argentina — time que enfrenta seu país de origem na competição.

Knut Skramstad se tornou parte da comunidade de Juiz de Fora ao longo de 13 anos: namora uma brasileira, fala português com sotaque mineiro e não abre mão de feijão tropeiro, pão de queijo e frango com quiabo. Ele se considera mais mineiro do que muitos nativos da região, segundo o G1. Sua identificação com o Cruzeiro é tão profunda que já participou de campanhas de torcida organizada e até aprendeu a cantar as torcidas do clube em coro.

A partida no Mineirão, palco do histórico 7 a 1 contra a Alemanha em 2014, será um momento de tensão emocional para ele. Embora a Noruega não esteja em jogo, Skramstad defende a Argentina por ser a seleção que mais combina com sua trajetória de resistência ao favoritismo — e por respeito à história de rivalidade sul-americana. Conforme apurou o G1, ele já afirmou que torcer contra o Brasil não é traição, mas sim expressão de lealdade à comunidade que o acolheu.

Casos como o de Skramstad não são raros no Brasil. Estrangeiros que se integram profundamente a culturas locais frequentemente enfrentam dilemas em confrontos nacionais: um alemão torcendo pelo São Paulo, um japonês pelo Goiás, um francês pelo Vila Nova. Em Goiânia, há imigrantes que escolhem times locais mesmo quando esses enfrentam seleções de seus países de origem, criando uma nova forma de pertencimento que transcende fronteiras.

A história de Skramstad também desafia estereótipos: ele rejeita a ideia de que a Noruega se resume a Erling Haaland e sonha em participar de uma regata no Rio Doce, símbolo da cultura regional que adotou. Para ele, a identidade não se define por nacionalidade, mas por escolhas afetivas — e o Mineirão, onde ele já viu o Cruzeiro vencer grandes rivais, será seu altar de lealdade.

Knut Skramstad representa uma nova geração de torcedores globais, cuja identidade se constrói não por origem, mas por pertencimento. Sua presença no Mineirão é um testemunho de como a paixão pelo futebol pode criar laços mais fortes que fronteiras nacionais.

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