Um nevoeiro denso fechou o Canal do Porto de Santos às 3h20 deste sábado, interrompendo a navegação no maior terminal portuário da América do Sul. A visibilidade reduzida impede a entrada e saída de navios, além de suspender as travessias litorâneas na região.
A Praticagem de São Paulo informou que as navegações permaneciam paralisadas até as 8h05, sem previsão de reabertura. O órgão monitora as condições meteorológicas para autorizar a retomada das manobras de atracação e desatracação.
Segundo reportagem do G1, a paralisação atinge diretamente o fluxo de commodities agrícolas. Santos é o principal corredor de exportação da soja e do milho produzidos em Goiás, estado que não possui saída para o mar e depende da infraestrutura portuária paulista para colocar a safra no mercado internacional.
O porto movimenta cerca de 30% da balança comercial brasileira. Interrupções por nevoeiro são frequentes no inverno e na primavera, mas geram efeito cascata na cadeia logística: navios ficam fundeados à espera de janela, terminais congestionam e o custo de estadia aumenta para exportadores.
Para o agronegócio goiano, cada dia de atraso no embarque pressiona contratos de entrega e fretes. A safra 2025/26 de soja em Goiás foi estimada em mais de 18 milhões de toneladas, volume que exige fluxo contínuo nos corredores de escoamento rumo ao litoral.
A normalização das operações depende da dissipação do nevoeiro, sem previsão confirmada até o momento.