As mulheres representam 54% dos eleitores aptos a votar em Uberaba e Uberlândia, as duas maiores cidades do Triângulo Mineiro. O dado coloca o eleitorado feminino como força decisiva nas eleições gerais do próximo ano, quando serão escolhidos governador, senadores, deputados e presidente da República.
Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral consultado pelo G1 mostra que, nas duas cidades, a proporção de eleitoras supera a de eleitores em cerca de oito pontos percentuais. Em Uberlândia, maior colégio eleitoral da região, são 412 mil mulheres contra 351 mil homens. Em Uberaba, a diferença é de 138 mil para 119 mil.
Historicamente, o comparecimento feminino às urnas é superior ao masculino. Nas últimas três eleições gerais, a taxa de participação das mulheres ficou entre dois e quatro pontos acima da dos homens em Minas Gerais. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a combinação de maioria numérica e maior comparecimento amplia o peso político do grupo.
Pré-candidatos ao governo de Minas e ao Senado já adaptam discursos e propostas para dialogar com pautas prioritárias para o eleitorado feminino: saúde reprodutiva, creches, combate à violência doméstica e igualdade salarial. Em eventos recentes no Triângulo, representantes de diferentes espectros partidários dedicaram tempo a encontros com lideranças de movimentos de mulheres.
A região concentra quase 1,2 milhão de eleitores e costuma antecipar tendências estaduais. Em 2022, o vencedor no Triângulo Mineiro coincidiu com o eleito para o Palácio da Liberdade. A configuração do eleitorado em Uberaba e Uberlândia, portanto, serve de termômetro para estratégias de campanha em todo o estado.
Com maioria no cadastro e histórico de maior comparecimento, as eleitoras de Uberaba e Uberlândia terão papel central na definição dos rumos de Minas Gerais em 2026.