Uma mulher de 48 anos foi assassinada a tiros pelo próprio companheiro em Salvador, na Bahia. O crime, registrado como feminicídio, ocorreu em contexto de violência doméstica e gerou manifestação da ministra das Mulheres, que classificou a violência de gênero como problema grave que exige enfrentamento contínuo.
Segundo reportagem do G1, a vítima foi alvejada dentro de casa pelo marido, que fugiu em seguida. A polícia investiga o caso e busca o paradeiro do autor. Vizinhos relataram ouvir discussões frequentes no imóvel, mas não acionaram as autoridades antes do desfecho fatal.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que o episódio ilustra a dimensão da violência contra a mulher no Brasil. Ela defendeu o fortalecimento da rede de proteção, a ampliação de delegacias especializadas e campanhas permanentes de conscientização para quebrar o ciclo de agressões.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registra, em média, um feminicídio a cada seis horas. A Bahia figura entre os estados com maiores taxas de violência letal contra mulheres, o que reforça a urgência de políticas integradas entre União, estados e municípios.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a subnotificação e a demora na concessão de medidas protetivas ainda são obstáculos. Eles defendem investimento em tecnologia para monitoramento de agressores e capacitação contínua de policiais e operadores do direito.
O caso em Salvador expõe, mais uma vez, a falha na proteção a mulheres em situação de risco. O avanço depende de articulação entre poderes e da transformação cultural que torne inaceitável qualquer forma de violência de gênero.