Em 2019, o Congresso Nacional aprovou uma emenda constitucional que eliminou a aposentadoria compulsória como punição para juízes, transferindo exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a competência para julgar e aplicar a perda de cargo por infrações, segundo o G1 Globo.
A mudança foi motivada por preocupações sobre o uso político da aposentadoria compulsória, que poderia comprometer a independência do Judiciário. Parlamentares argumentaram que a medida protegia juízes de pressões externas, conforme relatado pelo G1.
De acordo com especialistas em direito constitucional, a reforma alinha o Brasil a padrões internacionais, onde apenas tribunais supremos têm autoridade para aplicar sanções mais severas. A emenda alterou o artigo 93 da Constituição, limitando tribunais inferiores a aplicar penas menos graves, como advertências e suspensões.
O ministro do STF, Flávio Dino, destacou que a decisão reforça a autonomia judicial e determinou a revisão de processos em curso para adequação à nova regra. Segundo o G1 Globo, essa centralização pode aumentar a carga de trabalho do STF, mas é vista como necessária para garantir a independência do Judiciário.
O amplo apoio à emenda no Senado, com um consenso transpartidário, reflete a importância atribuída à proteção da autonomia judicial. A medida busca equilibrar a independência dos juízes com a possibilidade de responsabilização máxima pelo STF.