O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi homenageado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Goiás pelo histórico de mobilização por direitos agrários e reforma agrária. O reconhecimento foi divulgado pelo site oficial do movimento.
A homenagem destaca a atuação do MST em ocupações, marchas e negociações que marcaram décadas de disputa pela terra em território goiano. A CPT, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atua há anos no acompanhamento de conflitos fundiários e no apoio a comunidades camponesas.
Segundo reportagem do Google News Goiás, a iniciativa da pastoral reforça a parceria histórica entre as duas organizações na denúncia de grilagem, trabalho análogo à escravidão e na pressão por assentamentos regularizados. A CPT tem documentado casos de violência no campo em relatórios anuais que servem de base para políticas públicas e ações judiciais.
Goiás concentra um dos maiores números de conflitos por terra do Centro-Oeste, com áreas de expansão do agronegócio sobre territórios tradicionais e de reforma agrária. O reconhecimento ocorre em meio a debates no Congresso sobre o marco temporal e a tramitação de projetos que alteram regras de demarcação e regularização fundiária.
Para famílias acampadas e assentadas, a visibilidade dada pela homenagem fortalece a cobrança por infraestrutura básica — água, energia, escolas e assistência técnica — nos territórios já conquistados. A articulação entre movimentos e pastorais segue como referência de resistência organizada no estado.
O gesto da CPT sinaliza a continuidade da aliança entre forças sociais e eclesiais na defesa da função social da terra em Goiás.