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Brasil

Morte de criança por escorpião em SP expõe risco de desabastecimento de soro em Goiás

Óbito de Bernardo Mendes, 3 anos, em Conchal (SP), levanta questionamentos sobre a preparação da rede pública de saúde goiana para emergências com escorpiões

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Redação Biscoitei
05 de abril de 2026, 05:34 3 min de leitura
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Morte de criança por escorpião em SP expõe risco de desabastecimento de soro em Goiás

A tragédia que envolveu o menino Bernardo de Lima Mendes, de apenas 3 anos, em Conchal, São Paulo, serve como um alerta vermelho para a saúde pública em Goiás. Picado por um escorpião, Bernardo foi levado ao Hospital e Maternidade Madre Vannini, mas, segundo seu pai, Paulo Mendes, em depoimento à EPTV, a unidade não dispunha do soro antiescorpiônico necessário. A demora no atendimento e a falta do antídoto resultaram em uma parada cardiorrespiratória e, posteriormente, no óbito da criança, um desfecho que poderia ter sido evitado com o tratamento adequado e imediato.

O caso, que rapidamente se tornou nacional após cobertura do G1, revela falhas críticas na cadeia de suprimentos de medicamentos essenciais em hospitais públicos. O soro antiescorpiônico, um antídoto específico para neutralizar o veneno de escorpiões, é vital em regiões onde esses animais são comuns. No Brasil, acidentes escorpiônicos são frequentes, especialmente em áreas semiáridas e de cerrado, como é o caso de Goiás. O estado possui uma extensa área endêmica, com maior concentração no norte e nordeste, onde a presença de escorpiões amarelos, os mais perigosos, é elevada.

A distribuição do soro é coordenada pelo Ministério da Saúde, que o repassa aos estados. Cabe às secretarias estaduais de Saúde a gestão dos estoques e a distribuição para os municípios de acordo com a demanda. Em Goiás, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) é responsável por essa logística, mas a reportagem do Portal Biscoitei não obteve retorno até o fechamento sobre a quantidade disponível nas unidades hospitalares, se há déficit em alguma região ou quais os planos para reposição. Essa falta de transparência alimenta a preocupação da população, especialmente após o caso de São Paulo.

Paralelamente, a capital Goiânia vive um momento de atividade cultural e comercial. A prefeitura municipal, em parceria com instituições, oferece programação gratuita para crianças durante abril e maio, como divulgado pelo Google News Goiânia, uma iniciativa que promove lazer seguro para os pequenos. No entanto, essa oferta de entretenimento urbano não pode ofuscar os riscos que crianças como Bernardo enfrentam em áreas rurais e periferias, onde a exposição a escorpiões é maior. Ademais, a proximidade da Páscoa levou a um aumento no consumo de chocolates, com unidades de grandes redes varejistas, como o Carrefour em Goiânia, sendo tomadas por consumidores, conforme noticiou o Portal 6. Esse movimento econômico, embora positivo, não deve desviar a atenção das questões de saúde pública que afetam o estado como um todo.

Diante do exposto, é imperativo que as autoridades de Goiás adotem medidas imediatas para auditar e reforçar os estoques de soro antiescorpiônico. A morte de Bernardo não pode ser em vão; ela deve servir como catalisador para melhorias na rede de emergência. A população goiana, especialmente aquela nas regiões de maior risco, precisa ter a garantia de que, em caso de acidente, o antídoto estará disponível a tempo. A SES deve prestar contas à sociedade e implementar um sistema de monitoramento em tempo real dos estoques, evitando que novas tragédias ocorram por falta de um medicamento que salva vidas.

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