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Brasil

Morte de ciclista em RS reacende debate sobre ciclovias ocupadas em Goiânia

Testemunhas apontam que pedestres em ciclofaixa causaram acidente fatal; capital goiana enfrenta mesmo problema sem fiscalização efetiva

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 03:10 2 min de leitura
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Morte de ciclista em RS reacende debate sobre ciclovias ocupadas em Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Um ciclista de 54 anos morreu em Passo Fundo (RS) após ser atropelado ao perder o equilíbrio ao colidir com duas mulheres que pararam ilegalmente em uma ciclofaixa para tirar fotos. O acidente, ocorrido em 4 de junho, completou um mês e reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade dos ciclistas em cidades que expandem infraestrutura cicloviária sem cultura de respeito à sinalização.

Segundo o G1, as mulheres, que estavam na pista exclusiva para bicicletas, foram identificadas por testemunhas e agora respondem por homicídio culposo. A via tinha sinalização clara de prioridade para ciclistas e o acidente aconteceu por volta das 16h, horário de maior movimento. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul considera que a ocupação irregular da ciclofaixa foi o fator direto que levou à tragédia.

Em Goiânia, onde a rede cicloviária cresceu 40% nos últimos cinco anos, casos semelhantes são recorrentes: pedestres usam ciclovias como passarelas, paradas para selfies ou pontos de espera, colocando em risco quem pedala. Apesar da legislação federal e municipal proibirem essa prática, a fiscalização é quase inexistente, e a cultura de impunidade persiste. O caso de Passo Fundo serve como alerta: sem educação e monitoramento, a infraestrutura pode se tornar um perigo.

Conforme apurou o G1, em cidades como Porto Alegre e Florianópolis, a adoção de câmeras de monitoramento e multas para pedestres que invadem ciclovias reduziu em 60% os incidentes nos últimos dois anos. Já em Goiânia, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana reconhece o problema, mas afirma que a prioridade é a expansão das pistas, não a fiscalização — o que deixa ciclistas expostos a riscos evitáveis.

Para especialistas em mobilidade urbana, a solução não passa apenas por mais policiamento, mas por campanhas educativas contínuas, sinalização mais visível e punições aplicadas de forma simbólica, mas eficaz. Em Goiânia, onde o uso da bicicleta cresce entre jovens e trabalhadores por causa da crise de mobilidade, a ausência de respeito às ciclovias pode transformar a infraestrutura em um cenário de risco constante.

A morte de Cleocir em Passo Fundo não é um caso isolado, mas um espelho do que pode acontecer em qualquer cidade que prioriza a construção de ciclovias sem garantir seu uso correto. Em Goiânia, a segurança dos ciclistas depende de mudança de comportamento — e não apenas de asfalto novo.

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