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Brasil

Morre Rivas Álibi, pioneiro do hip-hop no DF e referência nacional

Fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia, artista de 56 anos lutava contra câncer e inspirou coletivos em Goiás

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 21:49 2 min de leitura
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Morre Rivas Álibi, pioneiro do hip-hop no DF e referência nacional
Foto: Reprodução/og:image

Morreu aos 56 anos, no domingo, 5 de maio de 2024, em Brasília, o rapper Rivas Alves, conhecido como Rivas Álibi. Fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia e uma das figuras mais importantes do hip-hop brasileiro desde os anos 1990, ele deixou um legado cultural que reverbera em todo o Centro-Oeste, incluindo Goiânia.

Rivas Álibi foi um dos primeiros artistas a consolidar o rap como forma de expressão no Distrito Federal, criando espaços de formação e resistência cultural. Sua atuação não se limitava às letras — ele organizava batalhas, oficinas e eventos que democratizavam o acesso à arte urbana, especialmente em periferias. Sua luta contra o câncer foi acompanhada de perto pela comunidade, que o via como símbolo de persistência.

Segundo o G1, o falecimento foi confirmado pelo perfil oficial do artista nas redes sociais, que destacou sua trajetória como pilar do movimento hip-hop nacional. A Casa do Hip Hop Ceilândia, que ele fundou, tornou-se referência de formação para jovens artistas e segue ativa como centro de preservação da cultura rap.

Em Goiânia, coletivos como o Hip Hop Goiás e a Casa do Rapper mantêm viva a chama que Rivas Álibi acendeu nas décadas de 1990 e 2000. Artistas locais frequentemente citam seu trabalho como inspiração para a construção de espaços próprios de criação, longe da lógica comercial. A morte dele reforça a urgência de políticas públicas que protejam esses núcleos culturais em cidades do interior.

A influência de Rivas Álibi ultrapassa fronteiras regionais: sua atuação foi reconhecida pela Revista Rolling Stone Brasil e pelo UOL Entretenimento como parte fundamental da história do rap no país. Ele não apenas cantou sobre realidades urbanas — criou estruturas para que outras vozes pudessem ser ouvidas.

A perda de Rivas Álibi é um chamado para valorizar e preservar os espaços de cultura urbana que, mesmo sem apoio institucional, transformam comunidades. Seu legado vive nas ruas, nos microfones e nas novas gerações que continuam o movimento.

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