O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, vítima de complicações de um câncer que havia retornado após período de remissão. A informação foi confirmada pela família e repercutida por veículos nacionais.
Netinho marcou a música pop brasileira nos anos 1990 com canções que dominaram rádios e programas de auditório. 'Milla' e 'Você Não Vale Nada' tornaram-se hinos de uma geração e projetaram o artista ao posto de galã nacional, com agenda intensa de shows, capas de revista e presença constante na televisão.
A dimensão da fama é ilustrada por um episódio que virou lenda entre fã-clubes: admiradores chegavam a solicitar o chiclete que ele havia mastigado, segundo reportagem do Globo. O relato reflete o culto à celebridade característico daquela década, quando o acesso direto aos ídolos era restrito e a proximidade física adquiria valor quase fetichista.
Em 2025, o cantor anunciou publicamente a remissão da doença, gerando comoção e mensagens de apoio. Quase um ano depois, porém, revelou que o câncer havia voltado. O tratamento seguiu sob acompanhamento médico, mas o quadro evoluiu para complicações que levaram ao óbito.
A trajetória de Netinho atravessa dois temas centrais da cultura recente: a construção do ídolo de massa na era pré-internet e a visibilidade do câncer no debate público. Sua exposição sobre a doença ajudou a manter o tema na pauta, incentivando exames preventivos e conversas sobre diagnóstico precoce.
Com a morte de Netinho, encerra-se um ciclo da música popular brasileira dos anos 90, mas o legado das canções e o alerta sobre a saúde permanecem na memória coletiva.