O cantor e compositor baiano Netinho morreu aos 60 anos em decorrência de um Linfoma Não Hodgkin tipo B agressivo. O diagnóstico havia sido divulgado em fevereiro de 2025 e a morte foi confirmada pela assessoria do artista nas redes sociais. Ele deixa a filha Bruna Trindade.
Netinho construiu carreira que misturou axé, pagode e pop, tornando-se um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1990 e 2000. Hits como "Milla" e "Beijo na Boca" marcaram época e seguem tocados em festas pelo país. A trajetória começou em trios elétricos de Salvador antes de ganhar projeção nacional.
Segundo reportagem do Globo, o tratamento contra o câncer durou pouco mais de um ano. A assessoria de imprensa informou que o cantor estava internado e faleceu cercado pela família. Netinho foi casado uma única vez e manteve a vida pessoal discreta ao longo da carreira.
O Linfoma Não Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático e pode apresentar diferentes graus de agressividade. No Centro-Oeste, campanhas de conscientização alertam para a importância do diagnóstico precoce, já que muitos casos chegam em estágios avançados. A morte do artista reacende o debate sobre acesso a exames e tratamento oncológico.
Fãs e colegas de profissão prestaram homenagens nas redes sociais destacando a energia dos shows e a voz marcante do baiano. A filha Bruna Trindade, única herdeira, não se manifestou publicamente até o momento. O velório e o enterro devem ocorrer em Salvador, cidade onde o cantor nasceu e viveu.
A partida de Netinho encerra uma história que ajudou a definir o som do axé music para várias gerações. Seu legado permanece nas playlists e na memória afetiva de quem cresceu ouvindo seus sucessos.