A arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa, única filha do criador do Plano Piloto de Brasília, morreu na terça-feira (25) aos 91 anos na capital federal. O falecimento foi anunciado pela família em redes sociais, sem detalhes sobre velório ou causa da morte.
Maria Elisa construiu trajetória própria na arquitetura e no urbanismo, atuando na preservação do acervo do pai e em projetos de patrimônio histórico. A formação e a atuação profissional a colocaram como referência técnica para além do sobrenome que carregava.
Lucio Costa venceu em 1957 o concurso que definiu a estrutura urbana da nova capital, marco da arquitetura moderna brasileira. Segundo reportagem do G1, o plano piloto tornou-se caso de estudo obrigatório nas faculdades de arquitetura do país e referência para o desenvolvimento urbano no Centro-Oeste.
A filha do urbanista dedicou décadas à guarda da memória do projeto original, colaborando com instituições de pesquisa e órgãos de tombamento. O trabalho de documentação e defesa do conjunto urbanístico de Brasília deve-se em grande parte à atuação direta dela.
A morte encerra a ligação familiar direta com a concepção da capital federal. O legado profissional de Maria Elisa permanece nos arquivos, nas publicações e nas gerações de arquitetos que estudam a experiência brasileira de planejamento de uma capital do zero.
A passagem de Maria Elisa Costa fecha um ciclo histórico da arquitetura brasileira, mantendo viva a obra que transformou o Cerrado em sede do poder federal.