Lito Sousa, de 59 anos, morreu na quinta-feira (1º) em São Paulo vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade neurodegenerativa rara e de evolução rápida. Nos dias anteriores, a família e a equipe do Hospital Albert Einstein tentaram viabilizar a importação de uma substância experimental, mas o medicamento não chegou a tempo de ser administrado.
A mobilização envolveu contatos internacionais e autorizações regulatórias para trazer o composto ao Brasil. Segundo reportagem do G1, o hospital confirmou o óbito e informou que a logística de importação estava em estágio avançado quando o paciente faleceu.
A doença de Creutzfeldt-Jakob não tem cura nem tratamento aprovado que altere seu curso. Os protocolos atuais se limitam a cuidados paliativos, o que leva famílias a buscar alternativas em fase de pesquisa, muitas vezes disponíveis apenas no exterior.
O caso expõe a dificuldade de acesso a terapias experimentais por pacientes fora dos grandes centros de pesquisa. A burocracia para importação compassiva, somada ao tempo de transporte e liberação alfandegária, costuma ser incompatível com a progressão de doenças de curso fulminante.
Especialistas ouvidos pela imprensa nacional defendem a criação de vias regulatórias mais ágeis para situações de emergência médica comprovada, sem abrir mão da segurança. A discussão envolve Anvisa, conselhos de ética e a indústria farmacêutica.
A morte de Lito Sousa reacende o debate sobre como o sistema de saúde pode responder com mais celeridade a pedidos de uso compassivo, sobretudo quando cada dia de atraso define o desfecho.