A jornalista Sônia Carneiro morreu neste domingo, aos 74 anos, em Brasília. Com mais de cinco décadas de atuação, ela foi uma das referências na cobertura da política brasileira.
A informação foi confirmada por reportagem do G1. Sônia Carneiro construiu trajetória marcada pela cobertura dos principais acontecimentos políticos do país, tendo passado por redações de destaque nacional. Ela deixa os filhos Terence Zveiter e Danniel Zveiter.
Colegas e instituições lamentaram a perda de uma profissional que ajudou a formar gerações de repórteres. Sua passagem por Brasília coincidiu com períodos decisivos da história recente, o que tornou seu olhar uma referência para quem acompanha o poder. A trajetória dela ilustra a transformação do jornalismo político nas últimas cinco décadas.
Sônia Carneiro começou a carreira nos anos 1970 e testemunhou a redemocratização, a Constituinte de 1988 e as sucessivas crises institucionais. O trabalho dela ajudou a documentar a relação entre imprensa e poder em momentos de tensão.
A morte de uma repórter com essa bagagem reduz a memória viva de episódios que moldaram o país. O episódio reforça a necessidade de preservar acervos e depoimentos de quem fez a história do jornalismo político. Para o público, fica o legado de uma cobertura que priorizava a apuração direta e a checagem rigorosa.
A partida de Sônia Carneiro encerra um ciclo de mais de meio século dedicado a contar os bastidores do poder. Seu exemplo segue como parâmetro para o exercício da profissão.