Moradores que utilizam a GO-462, rodovia que conecta Goiânia a Nova Veneza, relatam condições precárias de pavimento e sinalização. O trecho, essencial para o deslocamento diário e o escoamento da produção local, acumula buracos, erosões laterais e trechos sem acostamento. A situação aumenta o risco de acidentes e eleva o custo de manutenção dos veículos.
Segundo reportagem da CBN Goiânia, usuários da via enviaram fotos e vídeos que mostram crateras nas duas pistas, acostamento inexistente em diversos trechos e vegetação alta que invade a faixa de rolamento. Motoristas precisam trafegar no sentido contrário para desviar dos buracos, o que cria situações de conflito frontal, especialmente à noite, quando a iluminação é inexistente.
O impacto econômico já é sentido por produtores rurais e comerciantes da região. Caminhoneiros relatam pneus estourados e suspensão danificada com frequência, o que encarece o frete e reduz a margem de lucro de quem depende da rodovia para levar mercadorias a Goiânia. Linhas de ônibus intermunicipais também registram atrasos constantes e aumento no consumo de combustível.
A GO-462 é a principal artéria de ligação entre a capital e Nova Veneza, município com cerca de 10 mil habitantes que vive do turismo rural e da agropecuária. A falta de manutenção preventiva transforma chuvas sazonais em eventos de destruição rápida do asfalto, já que o sistema de drenagem lateral está obstruído ou inexistente em vários quilômetros.
Procurada, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informou que a rodovia está incluída no programa de recuperação de malha viária estadual, mas não divulgou cronograma de início das obras. Enquanto isso, moradores organizam abaixo-assinado e prometem acionar o Ministério Público caso não haja intervenção emergencial nos trechos mais críticos.
A degradação da GO-462 compromete a segurança de quem vive ou trabalha no corredor Goiânia-Nova Veneza e freia o desenvolvimento econômico da região. A cobrança por um cronograma concreto de obras torna-se urgente.