O modelo de escutas telefônicas utilizado nas penitenciárias de Goiás será replicado em 138 unidades prisionais de todo o Brasil. A expansão, anunciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, tem como objetivo padronizar o monitoramento de comunicações internas no sistema penitenciário nacional.
O sistema já está em operação em unidades goianas e chamou a atenção de órgãos federais pela eficácia no controle de chamadas suspeitas. Segundo reportagem do Mais Goiás, a Secretaria de Administração Penitenciária do estado desenvolveu a tecnologia em parceria com o Conselho Nacional de Justiça.
A padronização nacional deve permitir integração de dados entre estados e agilizar investigações que envolvam redes criminosas interestaduais. O Ministério da Justiça não divulgou cronograma para o início da implementação nas demais penitenciárias.
Para Goiás, a adoção do modelo em escala federal representa reconhecimento da expertise local em segurança prisional e pode trazer recursos adicionais para aprimorar a infraestrutura já existente nas unidades do estado.
A iniciativa coloca Goiás como referência tecnológica no sistema penitenciário brasileiro e pode fortalecer o combate ao crime organizado a partir das prisões.