Isa Silva, designer natural da Bahia, transformou sua oficina em casa em uma grife de moda sem gênero, com receitas mensais girando em torno dos R$ 250 mil.
Sua visão de vestuário universal brilhou na passarela do São Paulo Fashion Week, chamando a atenção do público.
O sucesso dela acende o debate sobre o potencial desse segmento no mercado goiano.
Para a criadora, a essência de sua label é 'vestir a humanidade', suprimindo qualquer divisão de gênero nos cortes e estilos.
O negócio iniciou em 2018, com produções caseiras, e hoje atende consumidores de Norte a Sul do Brasil.
A postura inclusiva vai além de discurso, tornando-se um trunfo no mercado que atrai clientela variada.
De acordo com o G1, o salto nos negócios veio após a estreia no evento paulista em 2023, projetando a grife para todo o país.
A linha exibida na capital paulista consolidou o conceito sem gênero e rendeu acordos com varejistas multimarca.
Esse volume financeiro, conforme a reportagem, cresceu mais de 300% no biênio recente.
O caso de Isa Silva ecoa em Goiás, onde o setor de moda busca se reinventar.
Embora o estado ainda não tenha uma marca com números equivalentes, estilistas de Goiânia relatam crescimento na procura por peças sem demarcação de gênero.
A tendência acompanha movimentos globais de inclusão e sinaliza uma mudança no comportamento do consumidor local.
Para o ecossistema fashion goiano, o exemplo baiano mostra que é possível escalar um negócio com identidade forte e foco em propósito.
Enquanto marcas regionais oscilam entre R$ 50 mil e R$ 150 mil mensais, o desempenho de Isa Silva estabelece um novo patamar de ambição para o setor no Centro-Oeste, incentivando investimentos em criatividade e sustentabilidade.
O triunfo da label sem gênero de Isa Silva demonstra que a moda inclusiva transcendeu o caráter de nicho, convertendo-se em um setor rentável cujos efeitos já atingem a indústria têxtil goiana.