Os ministros das Relações Exteriores do Brasil e dos Estados Unidos concordaram em reativar as negociações bilaterais depois de um telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira pelas duas chancelarias.
O entendimento prevê a retomada imediata de grupos de trabalho sobre comércio, defesa e cooperação tecnológica, segundo reportagem do G1. As conversas estavam suspensas desde janeiro, quando divergências sobre tarifas e posicionamentos em fóruns multilaterais travaram a agenda comum.
O telefonema entre Lula e Trump durou cerca de 40 minutos e abordou também a situação na Venezuela e a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Ambos os lados classificaram o contato como "franco e produtivo" em notas oficiais divulgadas simultaneamente em Brasília e Washington.
A reabertura do diálogo ocorre num momento em que o agronegócio brasileiro busca previsibilidade nas exportações para o mercado americano. O setor responde por parcela significativa da pauta de vendas externas do país, com destaque para carnes, grãos e celulose.
Diplomatas ouvidos pela imprensa avaliam que a sinalização política dos dois presidentes facilita o trabalho técnico, mas alertam que temas sensíveis — como barreiras sanitárias e subsídios agrícolas — ainda exigem rodadas prolongadas de negociação.
A normalização dos canais diplomáticos cria espaço para avanços concretos nas relações comerciais e estratégicas entre as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental.