A Dinamarca realizou exercícios militares na Groenlândia em janeiro, preparando soldados para destruir pistas de aeroportos estratégicos na ilha. A medida, parte da Operação Arctic Endurance, era preventiva contra uma possível invasão dos Estados Unidos, conforme revelou a emissora pública dinamarquesa DR.
Os exercícios, conduzidos por forças armadas dinamarquesas, simularam cenários de defesa do território groenlandês, que é autônomo mas vinculado ao Reino da Dinamarca. A operação ocorreu em meio a crescentes tensões diplomáticas após o presidente dos EUA, Donald Trump, expressar interesse em adquirir ou controlar a Groenlândia, considerada estratégica para rotas marítimas no Ártico e recursos naturais.
Segundo o G1 Globo, a Operação Arctic Endurance foi uma resposta direta às declarações de Trump, que desde 2019 mencionou a possibilidade de compra da ilha. A emissora pública dinamarquesa DR, citada pela Reuters e BBC, reportou que os soldados estavam prontos para neutralizar infraestruturas aeroportuárias-chave, caso houvesse uma tentativa de invasão americana.
Historicamente, os EUA mantêm bases militares na Groenlândia desde a Segunda Guerra Mundial, mas o tom assertivo de Trump renovou preocupações sobre a soberania dinamarquesa. A região polar tornou-se palco de disputas geopolíticas devido ao derretimento do gelo, que abre novas rotas comerciais e acesso a reservas de petróleo e minerais.
Para Goiás, grande exportador de commodities como soja e minério, as tensões no Ártico podem impactar preços e demanda global. Além disso, alterações climáticas na região polar influenciam padrões atmosféricos que afetam o Centro-Oeste brasileiro, com reflexos na agricultura goiana, segundo especialistas consultados pelo portal.
A operação secreta dinamarquesa evidencia a crescente rivalidade pelo controle do Ártico, cujas consequências podem se estender desde a economia global até o clima regional de estados como Goiás.