A seleção brasileira ergueu a taça Jules Rimet no México em 1970, garantindo o tricampeonato mundial com Pelé. Cinco décadas e meia depois, o país volta a sediar uma Copa do Mundo, agora dividida com Estados Unidos e Canadá, e se torna o primeiro a receber o torneio três vezes.
A equipe do Globo Repórter viajou 1,2 mil quilômetros em 20 dias pelo território mexicano para registrar a atmosfera que antecede a competição, segundo reportagem do G1. O material mostra estádios, centros de treinamento e a expectativa da população local com a chegada das seleções.
O México já havia sido palco das edições de 1970 e 1986. Na primeira, o Brasil de Pelé, Tostão e Rivelino encantou o mundo com um futebol ofensivo que culminou na goleada por 4 a 1 sobre a Itália na final, no Estádio Azteca. A conquista deu ao país o direito de ficar com a taça Jules Rimet em definitivo.
Para a edição de 2026, a FIFA confirmou que três cidades mexicanas receberão partidas: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. O Estádio Azteca, reformado, será o único a sediar jogos em três Copas diferentes. A abertura oficial está marcada para daqui a duas semanas.
A Confederação Brasileira de Futebol acompanha de perto a logística da delegação, que deve ter base de treinamento em uma das subsedes mexicanas. A CBF vê no retorno ao país uma oportunidade de resgatar a mística de 1970, embora o elenco atual não tenha jogadores que tenham atuado em solo mexicano por clubes locais.
O Mundial de 2026 será o primeiro com 48 seleções e o primeiro sediado por três nações simultaneamente. Para o Brasil, o México representa a última conquista de uma Copa fora da América do Sul.