Na Páscoa, em São José do Rio Preto (SP), a pequena Maria Luísa Maluf Ferreira, de 7 anos, produziu terços infantis sozinha, com respaldo familiar, num gesto que se vincula à tradição do artesanato religioso existente também em Goiás.
Em casa, a menina transforma fé em arte ao fazer terços manualmente, usando contas coloridas e fios para criar peças delicadas. A atividade, desenvolvida nos tempos livres, ocorre no contexto da Páscoa, momento de renovação religiosa, onde ela expressa sua espiritualidade de modo criativo.
Segundo o G1, a mãe da menina contou que a ideia surgiu espontaneamente, sem influência externa, e que a família apoiou o projeto. Maria Luísa dedica-se ao artesanato nos momentos livres, demonstrando concentração e habilidade incomuns para sua idade. A produção já rendeu vários terços, que são usados por ela e também presenteados.
A prática de criar terços e outras peças de artesanato religioso é intensificada durante a Semana Santa em várias regiões do Brasil. Em Goiás, cidades como Goiânia e Pirenópolis têm forte tradição nesse sentido, com artesãos experientes e também iniciativas comunitárias.
O caso de Maria Luísa ressalta como as crianças podem se apropriar dessa herança cultural de maneira autônoma. Especialistas apontam que atividades manuais ligadas à fé ajudam no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, além de fortalecerem vínculos familiares e comunitários.
Em Goiás, onde a religiosidade popular é marcante, iniciativas infantis similares podem ser encontradas em grupos catequéticos e projetos sociais, especialmente no período pascal. A história da menina paulista, portanto, dialoga com uma prática goiana mais ampla.
Ao transformar fé em terços, Maria Luísa exemplifica como o artesanato religioso pode ser um veículo de expressão infantil, conectando gerações e reforçando tradições que também são vivas em Goiás.