As duas principais entidades médicas do Amazonas formalizaram um plano de ação para exigir do governo estadual o pagamento de valores em atraso a profissionais da rede pública. A decisão saiu de encontro realizado ontem e visa evitar a piora no atendimento à população.
O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) e o Conselho Regional de Medicina (CRM-AM) afirmam que a falta de repasses compromete a qualidade dos serviços e pode levar a uma crise mais aguda nas unidades de saúde. Segundo reportagem do G1, a mobilização busca garantir que os vencimentos sejam regularizados antes que haja impacto irreversível nos plantões e nas escalas de emergência.
A categoria relata que os atrasos vêm se arrastando há meses e já afetam a rotina de hospitais e unidades básicas. Profissionais ouvidos pelas entidades descrevem dificuldades para manter a jornada completa diante da incerteza financeira, o que se reflete na disponibilidade de médicos para cobrir turnos noturnos e de fim de semana.
O plano de cobrança prevê etapas que vão de notificações formais a eventuais medidas judiciais, caso o Executivo não apresente cronograma de quitação. As entidades evitam falar em paralisação imediata, mas deixam claro que a continuidade do problema reduz a margem para negociação pacífica.
O governo do Amazonas ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio. Em ocasiões anteriores, a secretaria de saúde atribuiu os atrasos a questões orçamentárias e burocráticas, sem detalhar prazos concretos para regularização.
A pressão das entidades expõe o desgaste entre a classe médica e a administração estadual, com a população como principal afetada caso o impasse se prolongue.