Alexsandro Oliveira Santos, mecânico de 44 anos, foi encontrado morto às margens de uma rodovia em Gongogi, sul da Bahia, após estar desaparecido desde o final de março. O corpo apresentava sinais de violência, e a Polícia Civil ainda não identificou suspeitos. O caso ressalta a vulnerabilidade de homens adultos em situação de trabalho informal — problema também crescente em Goiânia.
Segundo o G1, a família de Alexsandro registrou o desaparecimento na delegacia de Ubatã, onde ele morava, mas as buscas só se intensificaram após a descoberta do corpo. A perícia ainda aguarda conclusão do laudo para determinar a causa exata da morte, mas a suspeita é de homicídio. A vítima trabalhava como mecânico autônomo e não tinha antecedentes criminais, o que complica as pistas da investigação.
Conforme apurou o G1, desaparecimentos de homens adultos em situação de vulnerabilidade — como autônomos, motoristas ou trabalhadores informais — são recorrentes em diversas regiões do Brasil. Em Goiás, a Secretaria de Segurança Pública registrou 1.200 casos de desaparecimento em 2023, sendo que mais de 60% envolviam homens entre 18 e 45 anos. Muitos desses casos não recebem a mesma atenção mediática que casos de mulheres ou crianças.
De acordo com G1, o aumento de desaparecimentos entre homens adultos reflete uma falha estrutural nos sistemas de alerta e busca: muitas vezes, as famílias demoram a procurar a polícia por medo, desconfiança ou falta de informação. Em cidades como Goiânia, onde a rede de vigilância é limitada e a mobilidade urbana é alta, o tempo de resposta é crítico para evitar tragédias.
Em Goiânia, organizações civis e familiares de desaparecidos vêm pressionando por campanhas de conscientização e parcerias com empresas de transporte e oficinas mecânicas para disseminar alertas rápidos. A ausência de um sistema integrado de rastreamento em tempo real deixa famílias à mercê da burocracia, mesmo quando há pistas concretas.
O caso de Alexsandro na Bahia serve de espelho para Goiás, onde centenas de homens desaparecem sem que haja respostas ágeis. A urgência é não apenas investigar, mas prevenir — antes que mais vidas se percam no silêncio.