Rio das Ostras (RJ) implementa matrículas contínuas na EJA para 2026, com cursos profissionalizantes, servindo de referência para Goiânia reformular sua educação de adultos.
A iniciativa fluminense, que atende jovens, adultos e idosos em quatro escolas municipais no turno noturno, elimina prazos fixos para inscrições, facilitando o acesso para quem trabalha ou tem horários irregulares, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A oferta combina conclusão do Ensino Fundamental com formações técnicas em áreas como informática e serviços, visando aumentar a empregabilidade e combater o analfabetismo.
Goiânia, por outro lado, oferece EJA pelas redes municipal e estadual com períodos de matrícula definidos anualmente, geralmente no início do ano letivo. A integração sistemática com educação profissional, como os cursos do Pronatec, ainda é incipiente, e especialistas apontam alta taxa de evasão e infraestrutura reduzida. Recentemente, segundo o Ciberjornal, a Câmara Municipal de Goiânia declarou o Memorial Iris Rezende Machado como Patrimônio Cultural, um avanço na área cultural, mas a educação de adultos permanece uma prioridade negligenciada.
O contexto internacional reforça a urgência de políticas educacionais inclusivas. Segundo o G1, a Assembleia Geral da ONU aprovou resolução declarando o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade, um lembrete de que a educação é fundamental para reparação histórica e combate à desigualdade. No Brasil, a EJA historicamente sofre com descontinuidade de políticas públicas e falta de articulação com o mercado de trabalho.
O modelo de Rio das Ostras alinha-se às diretrizes do Ministério da Educação, que incentivam a combinação de conclusão da educação básica com qualificação profissional. Para Goiânia, adaptar essa flexibilização poderia significar um avanço concreto na inclusão educacional e produtiva de sua população adulta, reduzindo barreiras e ampliando oportunidades.