Na noite de 3 de junho de 2026, Martinho da Vila e sua filha Mart’nália estrearam a turnê 'Pai e Filha' no Parque do Povo, em Campina Grande, durante o maior São João do mundo, com público estimado em mais de 150 mil pessoas. A apresentação marcou a última grande turnê do sambista e a primeira vez que os dois atuam juntos em uma turnê nacional, unindo tradições musicais em um momento histórico.
Mart’nália abriu o espetáculo com um repertório que misturou forró e samba, preparando o terreno para a entrada do pai, que encantou o público com clássicos como 'Samba da Benção' e 'Pé de Serra'. O encontro entre as duas gerações e estilos musicais gerou explosão nas redes sociais, com vídeos do show viralizando em todo o Brasil. A cena de Martinho da Vila abraçando a filha no palco tornou-se símbolo da celebração da família na música popular.
Segundo o G1, o evento foi considerado um marco para o São João de Campina Grande, que pela primeira vez recebeu uma apresentação dessa magnitude com artistas de fora da região nordestina. A união entre o samba carioca e o forró paraibano foi elogiada por críticos e público, que viram no espetáculo uma ponte entre culturas regionais. A turnê 'Pai e Filha' deve percorrer outras cidades do país até o fim do ano, com passagem prevista para o interior de Minas Gerais e São Paulo.
Em Goiás, artistas como Zé Vaqueiro e Almir Sater já promovem parcerias entre gerações no Forró Universitário, com filhos de músicos tradicionais subindo ao palco ao lado dos pais. Em Goiânia, o Festival de Forró Universitário, que atrai milhares de jovens todos os anos, já teve edições com duplas como Léo e seu pai, o sanfoneiro João Vaqueiro, criando um modelo de transmissão cultural semelhante ao visto em Campina Grande.
A possibilidade de um momento semelhante em Goiânia não é apenas sonho — já existe raiz. O público goianiense, especialmente entre 18 e 35 anos, demonstra forte conexão com a música tradicional, mas também com a inovação. Se a cidade quiser replicar o sucesso de Campina Grande, basta investir em espaços que valorizem o legado familiar, sem perder a identidade popular do forró e do samba.
O encontro de Martinho e Mart’nália em Campina Grande mostra que a música brasileira vive na continuidade. Em Goiás, a semente já está plantada — falta apenas o palco e o reconhecimento para transformar essa herança em grande espetáculo.