Neste domingo (5), Marabá, no Pará, assinala 113 anos de emancipação política, firmando-se como uma das principais economias do estado, tradicionalmente baseada na mineração. Dados do IBGE revelam avanço social significativo, com o índice de habitantes com ensino superior completo (11,72%) superando a média paraense (10,58%).
Fundada em 1911, Marabá transformou-se de polo extrativista em centro econômico diversificado, onde a mineração ainda é pilar, mas a educação superior emerge como novo vetor de desenvolvimento.
A cidade atraiu investimentos em instituições de ensino, tornando-se um polo regional que retém e atrai talentos.
Segundo o G1, os números do IBGE dos últimos cinco anos revelam que o índice de conclusão do ensino superior em Marabá (11,72%) supera em mais de um ponto percentual a média do Pará (10,58%).
Esse patamar coloca a cidade em posição de destaque no sudeste paraense, onde antes predominavam apenas atividades ligadas à exploração mineral.
A expansão de cursos superiores e a oferta de vagas em universidades públicas e privadas remodelaram o perfil socioeconômico local.
Marabá tornou-se referência para estudantes de cidades vizinhas, reduzindo a migração para grandes centros e criando uma mão de obra qualificada que abastece setores além da mineração, como comércio e serviços.
A trajetória marabaense oferece lições para municípios goianos com forte tradição mineral, como Catalão e a cidade de Goiás.
Enquanto essas cidades dependem economicamente de atividades extrativas, o exemplo de Marabá sugere que investir paralelamente em educação superior pode elevar indicadores sociais e diversificar a economia.
Dados comparativos do IBGE entre estados podem embasar políticas públicas locais que replicuem essa combinação estratégica.
Esse modelo de desenvolvimento, que alia exploração sustentável de recursos naturais e formação acadêmica, tem gerado resultados concretos em qualidade de vida e oportunidades.
A experiência paraense demonstra que mesmo cidades com base econômica concentrada podem evoluir rumo a uma estrutura mais resiliente e inclusiva.
Marabá comprova que mineração e educação podem ser pilares complementares para o crescimento regional, um caminho que merece atenção por parte de gestores goianos.