A Prefeitura de Manaus confirmou na noite de segunda-feira (12) que as aulas da rede municipal seguem paralisadas nesta terça-feira (13). A decisão atinge estudantes e profissionais da educação pelo segundo dia letivo consecutivo, após a suspensão de sexta-feira (9). A medida responde à concentração de poluentes provocada pela fumaça de queimadas na região amazônica.
O comunicado oficial cita laudos de monitoramento atmosférico que indicam níveis de material particulado acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A gestão municipal informou que a retomada das atividades depende de nova avaliação técnica, prevista para a manhã de terça-feira.
Segundo reportagem do G1, a secretaria de educação orientou as unidades escolares a manterem canais de comunicação com as famílias para eventuais atividades remotas, embora não haja obrigatoriedade de reposição imediata. A pasta reforçou que a prioridade é a saúde de alunos e servidores.
O episódio repete cenário de anos anteriores, quando o período seco na Amazônia eleva o número de focos de incêndio e a fumaça cobre a capital por dias. Em 2024, Manaus registrou mais de uma semana de aulas interrompidas pelo mesmo motivo, o que motivou a criação de protocolo interno de suspensão automática quando índices de qualidade do ar ultrapassam determinado patamar.
Especialistas em saúde pública alertam que a exposição prolongada à fumaça aumenta risco de crises respiratórias, especialmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas. A prefeitura distribuiu máscaras em unidades de saúde e recomendou que a população evite atividades ao ar livre enquanto a visibilidade permanecer reduzida.
A nova paralisação expõe a vulnerabilidade de grandes centros urbanos da Amazônia frente ao avanço das queimadas, exigindo planos de contingência mais robustos para proteger a comunidade escolar.