A ativista paquistanesa Malala Yousafzai participou da Rio Innovation Week e afirmou que a tecnologia pode democratizar o acesso ao ensino em regiões isoladas. Laureada com o Nobel da Paz em 2014, ela também manifestou preocupação com o avanço do Talibã sobre os direitos das mulheres no Afeganistão.
Durante a conferência, Malala explicou que plataformas digitais permitem levar conteúdo escolar a meninas que vivem em locais onde a educação feminina ainda é proibida. A ativista citou exemplos de projetos que usam celulares e conexões de baixo custo para driblar barreiras físicas e culturais.
Segundo reportagem do G1, a paquistanesa classificou a situação no Afeganistão como um retrocesso grave. Ela disse que o regime do Talibã apaga décadas de conquistas e que a comunidade internacional precisa manter pressão diplomática para reverter as restrições impostas às mulheres.
Malala tem 27 anos e sobreviveu a um atentado do Talibã paquistanês em 2012, quando tinha 15. Desde então, tornou-se a voz mais conhecida na defesa do direito das meninas à escola. A jornalista Lilian Ribeiro mediou o painel no evento carioca.
A Rio Innovation Week reúne empresas, startups e governos para debater inovação. A presença de Malala reforçou a pauta de impacto social dentro de um encontro majoritariamente voltado a negócios e tecnologia de ponta.
O discurso da ativista mostra que ferramentas digitais podem ser ponte concreta onde políticas públicas falham, mas exige investimento em infraestrutura e vontade política para sair do papel.