Uma mãe procurou a polícia para denunciar que a filha adolescente foi assediada por um servidor que tentou beijá-la à força. A mulher relatou sentimento de revolta diante da situação e exige que o caso seja apurado com rigor.
Segundo reportagem do Google News Goiás, a mãe descreveu a sensação como 'muito nojo, raiva e ira' ao tomar conhecimento do ocorrido. O servidor, cujo nome e órgão de lotação não foram divulgados, teria se aproximado da menor em ambiente que deveria oferecer segurança.
O episódio reacende a discussão sobre a eficácia dos canais de denúncia disponíveis em Goiás. O estado conta com legislação específica que prevê punições administrativas e criminais para assédio moral e sexual no serviço público, além de obrigar órgãos a manterem ouvidorias acessíveis.
Especialistas em direito administrativo ouvidos pela reportagem original apontam que o medo de represálias e a falta de acolhimento ainda silenciam muitas vítimas. A legislação goiana prevê proteção à identidade do denunciante e prioridade no trâmite de processos envolvendo menores de idade.
Para a família da adolescente, a expectativa é que a denúncia resulte em afastamento preventivo do servidor e abertura de processo administrativo disciplinar. O caso segue sob investigação policial e pode gerar também ação penal.
A denúncia expõe a necessidade de ambientes seguros e canais de acolhimento que funcionem na prática, não apenas no papel.