Benice Maria da Silva, de 58 anos, moradora de Pouso Alegre, Minas Gerais, enfrenta mais uma tragédia em sua vida, após perder duas filhas para o feminicídio. A dor que carrega é um reflexo da violência de gênero que persiste no estado, segundo dados do Observatório da Violência contra a Mulher.
Em Minas Gerais, o aumento dos casos de feminicídio é alarmante, com o estado concentrando cerca de 15% dos casos nacionais em 2023, conforme reportado pelo G1. Essa realidade coloca em evidência a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e suporte psicológico adequado para as famílias afetadas.
Benice, conhecida como Dona B, tem sustentado sua família através de trabalhos informais, como pastelaria e coleta de reciclagem. A falta de centros especializados em apoio psicológico para mães enlutadas em Minas Gerais agrava sua situação, destacando a insuficiência das atuais políticas de proteção à mulher.
O caso de Benice não é isolado. Em Goiás, apesar de uma leve redução nos casos de feminicídio, a demanda por apoio emocional ainda supera a oferta, segundo o Centro de Referência da Mulher em Goiânia. A situação de Benice ecoa em outras regiões, mostrando que o problema ultrapassa fronteiras estaduais.
Especialistas apontam que a integração entre sistemas de segurança, saúde e assistência social é crucial para mitigar o sofrimento das famílias. A história de Benice ilustra a urgência de redes de apoio robustas para interromper o ciclo de violência que afeta tantas vidas.