Waldynha Sonny Syllva divulgou vídeo pedindo ajuda para trazer o corpo do filho Fabrício Duarte, morto aos 25 anos enquanto combatia na Ucrânia. O jovem, natural de Olivença, no interior de Alagoas, faleceu no sábado (10) e a família tenta viabilizar o traslado para sepultamento na cidade natal.
A morte do alagoano expõe as dificuldades burocráticas e logísticas enfrentadas por famílias de brasileiros que perdem parentes em conflitos armados no exterior. Fabrício integrou o grupo de voluntários estrangeiros que lutam ao lado das forças ucranianas desde o início da invasão russa, em 2022.
Segundo reportagem do G1, a mãe relatou que o último contato com o filho ocorreu pouco antes da morte, mas não detalhou o conteúdo da conversa. Waldynha agradeceu as mensagens de apoio recebidas e descreveu a dor da perda em apelo emocionado nas redes sociais.
Não há dados oficiais sobre quantos brasileiros morreram no conflito ucraniano, mas casos semelhantes já exigiram atuação diplomática e negociação direta com autoridades locais para liberação e transporte dos corpos. O Itamaraty costuma prestar assistência consular, mas o processo depende de condições de segurança e acordos entre países.
Para a família, a prioridade agora é garantir o sepultamento em Olivença, onde Fabrício nasceu. O traslado de corpos de zonas de guerra costuma envolver custos elevados, prazos longos e a necessidade de documentação específica emitida no país onde ocorreu o óbito.
O caso reacende o debate sobre a proteção consular a cidadãos brasileiros em áreas de conflito e a necessidade de protocolos mais ágeis para repatriação de restos mortais.