A prefeitura de Macaé, no norte fluminense, expandiu a rede pública de atenção psicossocial e registrou mais de 40 mil atendimentos gratuitos em quatro meses. O destaque é o CAPS III Betinho, que incorpora linguagem artística ao cuidado clínico.
A unidade funciona 24 horas e oferece acolhimento a pessoas em crise aguda, além de acompanhamento contínuo para quadros graves e persistentes. Diferente do modelo tradicional centrado apenas em medicação e consulta, o serviço aposta em oficinas de teatro, rodas de leitura, música e artes visuais como parte do plano terapêutico.
Segundo reportagem do G1, a estratégia busca reduzir internações prolongadas e fortalecer o vínculo do paciente com o território. A equipe multiprofissional inclui psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e artistas educadores que atuam em conjunto nas atividades diárias.
O atendimento abrange todas as faixas etárias: há programas de prevenção voltados a crianças e adolescentes nas escolas, grupos de apoio para famílias e reabilitação psicossocial para adultos com transtornos mentais severos. A gratuidade é garantida pelo SUS, sem necessidade de encaminhamento prévio para o primeiro acolhimento.
A experiência fluminense chama atenção de gestores de outras capitais. Goiânia mantém rede de CAPS distribuída por regiões sanitárias e, nos últimos anos, debate a ampliação de horários e a inclusão de práticas expressivas no cuidado. A secretaria municipal de saúde acompanha modelos que articulam cultura e clínica como forma de qualificar o acolhimento.
A aposta na humanização por meio da arte mostra resultados concretos na redução de readmissões e no fortalecimento da autonomia dos usuários.