O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou sua candidatura à reeleição durante ato em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no último dia 16 de julho. O evento reuniu apoiadores e marcou o pontapé inicial da campanha eleitoral de 2026.
No discurso, Lula percorreu sua trajetória desde o movimento sindical até a Presidência, evocou o período da ditadura militar e posicionou a nova disputa como continuidade de um projeto de reconstrução nacional. A escolha de São Bernardo, cidade onde iniciou a vida política, carregou simbolismo deliberado para a base histórica do PT.
O momento de maior tensão ocorreu quando o ex-presidente direcionou ataques ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, sem citar nominalmente processos em andamento. A plateia reagiu com aplausos e gritos de ordem, num sinal de que a estratégia de polarização com o Judiciário deve ser eixo central da campanha.
Segundo reportagem do Diário da Manhã, a fala emocionou militantes presentes e foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do partido, alcançando milhões de visualizações nas primeiras horas. Analistas ouvidos pela imprensa nacional avaliam que o tom adotado antecipa uma disputa acirrada pelo voto de centro e pela narrativa sobre a democracia.
A candidatura à reeleição coloca Lula, aos 80 anos, como o candidato mais velho a disputar o Planalto em pleito direto. O ato em São Bernardo também serviu para testar a capacidade de mobilização da máquina petista em seu berço político, num momento em que pesquisas indicam cenário de segundo turno indefinido.
O lançamento em São Bernardo sinaliza que a campanha deve apostar na memória histórica e no confronto institucional como motores de engajamento da base, enquanto busca ampliar apoios além do eleitorado tradicional.