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Brasil

Lula e Bolsonaro lideram reprovação entre presidentes que tentaram reeleição desde 1989

Levantamento do g1 aponta os dois últimos presidentes com maior rejeição na redemocratização, mesmo com indicadores econômicos favoráveis no governo atual

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Redação Biscoitei
03 de outubro de 2026, 15:00 2 min de leitura
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Lula e Bolsonaro lideram reprovação entre presidentes que tentaram reeleição desde 1989
Foto: Reprodução/og:image

Pesquisa do g1 revela que Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro registram os piores índices de aprovação entre presidentes que buscaram novo mandato desde a redemocratização. O levantamento compara séries históricas de avaliação de governo e intenção de voto a partir de 1989.

Os dados mostram que a percepção negativa persiste para ambos os lados do espectro político, independentemente do desempenho macroeconômico. No caso do terceiro mandato de Lula, a taxa de desemprego atingiu o menor nível histórico e a inflação ficou abaixo da registrada no fim da gestão anterior, mas os números de reprovação não recuaram na mesma proporção.

Segundo reportagem do g1, a série histórica iniciada em 1989 permite comparar presidentes que disputaram a reeleição — Fernando Henrique Cardoso, Lula em 2006, Dilma Rousseff em 2014 e Bolsonaro em 2022 — e coloca os dois últimos no topo da rejeição.

Nas eleições municipais de 2024 em Goiânia, a polarização nacional refletiu-se nas campanhas locais. Candidatos a prefeito e vereador usaram a imagem de Lula ou Bolsonaro como ativo ou passivo eleitoral, a depender do eleitorado alvo, o que reforçou a nacionalização do debate nas urnas da capital.

Analistas ouvidos pelo g1 avaliam que o fenômeno sinaliza desgaste das lideranças tradicionais e abre espaço para novas figuras, embora a transferência de votos dos dois presidentes continue decisiva em disputas majoritárias nos estados.

O cenário de alta reprovação simultânea dos dois principais líderes nacionais indica que o eleitorado cobra resultados concretos além de identificação partidária, tendência que deve moldar as próximas disputas estaduais e federais.

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