Pesquisa do g1 revela que Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro registram os piores índices de aprovação entre presidentes que buscaram novo mandato desde a redemocratização. O levantamento compara séries históricas de avaliação de governo e intenção de voto a partir de 1989.
Os dados mostram que a percepção negativa persiste para ambos os lados do espectro político, independentemente do desempenho macroeconômico. No caso do terceiro mandato de Lula, a taxa de desemprego atingiu o menor nível histórico e a inflação ficou abaixo da registrada no fim da gestão anterior, mas os números de reprovação não recuaram na mesma proporção.
Segundo reportagem do g1, a série histórica iniciada em 1989 permite comparar presidentes que disputaram a reeleição — Fernando Henrique Cardoso, Lula em 2006, Dilma Rousseff em 2014 e Bolsonaro em 2022 — e coloca os dois últimos no topo da rejeição.
Nas eleições municipais de 2024 em Goiânia, a polarização nacional refletiu-se nas campanhas locais. Candidatos a prefeito e vereador usaram a imagem de Lula ou Bolsonaro como ativo ou passivo eleitoral, a depender do eleitorado alvo, o que reforçou a nacionalização do debate nas urnas da capital.
Analistas ouvidos pelo g1 avaliam que o fenômeno sinaliza desgaste das lideranças tradicionais e abre espaço para novas figuras, embora a transferência de votos dos dois presidentes continue decisiva em disputas majoritárias nos estados.
O cenário de alta reprovação simultânea dos dois principais líderes nacionais indica que o eleitorado cobra resultados concretos além de identificação partidária, tendência que deve moldar as próximas disputas estaduais e federais.