Em coletiva ao final de reunião em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Donald Trump de "ameaçar todo mundo" e disse que o ex‑presidente dos EUA desconhece a postura de um "nordestino nervoso". Lula ressaltou que o Brasil não deseja guerra, apenas a manutenção da paz nas relações bilaterais.
Durante a entrevista, Lula destacou que, se Trump soubesse da origem nordestina de muitos brasileiros, inclusive de figuras históricas como Lampião, teria mais cautela ao fazer declarações que possam ser interpretadas como ameaças ao país.
Segundo o G1, as declarações do presidente surgiram após encontro com autoridades locais em Brasília, onde foram abordados temas de cooperação econômica e segurança. Lula enfatizou que o Brasil busca parcerias equilibradas e que eventuais retóricas agressivas podem comprometer acordos comerciais importantes.
A referência ao "nordestino nervoso" tem ressonância especial em Goiás, estado que abriga uma expressiva comunidade de migrantes do Nordeste. Para os goianos, a fala de Lula pode reforçar a percepção de que o governo federal está atento às sensibilidades culturais ao negociar com potências estrangeiras.
Em âmbito nacional, especialistas apontam que a postura de Lula pode influenciar a opinião pública sobre a política externa, sobretudo diante de discussões sobre o comércio de soja, carne e energia entre Brasil e Estados Unidos. Em Goiás, setores agropecuários e industriais acompanham de perto quaisquer mudanças que afetem exportações.
Ao registrar a postura firme contra declarações de Trump, Lula busca consolidar uma imagem de defesa dos interesses brasileiros, tema que reverbera especialmente entre os goianos ligados ao comércio exterior.