O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (17) que a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, configura questão de soberania nacional. Durante visita ao navio-sonda da Petrobras em Oiapoque, ele afirmou que o Brasil não aceitará interferências estrangeiras na exploração desses recursos.
Lula enfatizou que a independência energética do país depende do domínio sobre as reservas da Margem Equatorial, nova fronteira de produção da estatal. A fala ocorre enquanto o governo avalia licenças ambientais e a viabilidade econômica de blocos na região amazônica.
Segundo reportagem do G1, a agenda no navio-sonda serviu para reforçar a posição do Planalto frente a pressões internacionais e questionamentos internos sobre impactos ambientais da atividade petrolífera na foz do rio Amazonas.
A Petrobras perfura poços pioneiros na área desde 2023, com resultados que indicam potencial de grande volume. O desfecho do licenciamento definirá o cronograma de investimentos e a entrada de receitas de royalties para a União e estados.
Para Goiás, a política de soberania energética pode influenciar a distribuição de royalties do petróleo e, consequentemente, os preços dos combustíveis no estado. A definição de regras para a exploração na região amazônica terá impacto direto na arrecadação de estados não produtores.
A posição do governo reforça a estratégia de ampliar a produção nacional como pilar da autonomia energética brasileira.