Luisa Perissé recorreu à inteligência artificial para converter trocas de mensagens com a mãe, Heloísa Périssé, em uma canção com estética dos anos 80. A faixa conta com a voz de Hugo Bonemer no refrão e rapidamente ganhou repercussão nas plataformas digitais.
A iniciativa partiu de uma trend que convida usuários a submeterem diálogos pessoais a ferramentas de IA generativa para produzir composições musicais completas. Luisa selecionou trechos de conversas cotidianas com a mãe e alimentou o modelo, que devolveu letra, melodia e arranjo inspirados no synth-pop da década de 80.
Segundo reportagem do Globo, Hugo Bonemer aceitou o convite para gravar o refrão, adicionando camadas vocais que reforçam o clima nostálgico da produção. O vídeo final, publicado no perfil da atriz, mistura trechos da tela do celular com cenas dos dois interpretando a música.
O fenômeno ilustra como aplicações acessíveis de IA têm baixado a barreira técnica para criação artística amadora. Músicos e criadores de conteúdo relatam aumento na experimentação com esse tipo de ferramenta nos últimos meses, impulsionado pela facilidade de compartilhamento em formatos curtos.
A receptividade do público goianiense acompanha a curva nacional: perfis locais de entretenimento replicaram o vídeo e seguidores comentaram a identificação com dinâmicas familiares semelhantes, o que deve manter a trend em circulação nas próximas semanas.
A experiência mostra que a tecnologia, quando colocada a serviço da intimidade, pode gerar produtos culturais que ressoam além do círculo imediato dos envolvidos.