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Brasil

Lei obriga escolas de Goiás a combater machismo no currículo; projetos focam meninos para prevenir violência

Desde 2021, legislação federal exige prevenção à violência contra mulheres na educação básica; em Goiás, iniciativas levam discussão sobre masculinidade a salas de aula e famílias

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Redação Biscoitei
07 de agosto de 2026, 18:00 2 min de leitura
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Lei obriga escolas de Goiás a combater machismo no currículo; projetos focam meninos para prevenir violência
Foto: Reprodução/og:image

Escolas da rede pública e privada de Goiás passaram a incluir, neste ano letivo, conteúdos obrigatórios de prevenção à violência contra a mulher no currículo da educação básica, conforme determina a Lei 14.164, de 2021. A norma federal estabelece que o tema seja abordado de forma transversal, do ensino fundamental ao médio, com foco em relações de gênero, masculinidades e direitos humanos.

Segundo reportagem do G1, projetos implementados no estado adotam a estratégia de envolver meninos e homens nas discussões — premissa defendida por especialistas ouvidos pela reportagem: "Se não incluir os meninos, a gente não muda o jogo". As atividades incluem rodas de conversa, oficinas com professores capacitados e encontros com famílias para desconstruir estereótipos de gênero desde a infância.

Dados do Mais Goiás revelam que 5,2 mil crianças são registradas por ano no estado sem o nome do pai, indicador que reforça a urgência de trabalhar paternidade responsável e modelos de masculinidade não violentos no ambiente escolar. Coordenadores pedagógicos relatam resistência inicial de parte da comunidade, mas apontam adesão crescente após mediação com conselhos escolares.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc-GO) informou que 100% das unidades da rede estadual receberam material didático e formação continuada para aplicar a lei. O plano prevê monitoramento semestral de indicadores de convivência e denúncias de assédio ou agressão no ambiente escolar, com apoio da rede de proteção à mulher.

Para a promotora de Justiça Maria Cristina Ribeiro, que atua na área de defesa dos direitos da mulher em Goiânia, a escola é "o espaço mais capilar e legítimo" para interromper o ciclo da violência antes da primeira agressão. Ela defende que o cumprimento da lei seja fiscalizado pelo Ministério Público e pelos conselhos de educação, com sanções para unidades que não implementarem as diretrizes.

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