A lagoa de Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, apresenta sinais de deterioração apenas dois anos após passar por processo de revitalização. Moradores relatam acúmulo de lixo, vegetação excessiva, iluminação deficitária e alagamentos em vias próximas durante chuvas fortes.
A obra de recuperação do espelho d'água e do entorno foi concluída por volta de 2024, com promessa de devolver à população uma área de lazer segura e funcional. Desde então, no entanto, a manutenção preventiva não acompanhou o uso intenso do espaço, segundo relatos colhidos pela reportagem do G1.
O sistema de drenagem é um dos pontos mais sensíveis. Em dias de chuva forte, a água transborda para ruas do bairro vizinho, invadindo garagens e calçadas. A prefeitura reconhece a necessidade de intervenções complementares, mas não divulgou cronograma para as melhorias.
A segurança também preocupa frequentadores. A iluminação pública ao redor da lagoa apresenta pontos apagados há meses, o que inibe o uso noturno e favorece ocorrências de furtos. A Guarda Municipal informa que faz rondas periódicas, mas moradores pedem instalação de câmeras e reforço no efetivo.
Especialistas em gestão urbana ouvidos pela reportagem apontam que a falta de plano de manutenção contínua é falha comum em projetos de revitalização de áreas úmidas urbanas. Sem dotação orçamentária permanente para limpeza, poda e monitoramento hidrológico, os equipamentos tendem a degradar-se em curto prazo.
A situação da lagoa de Vespasiano ilustra o desafio de sustentar infraestrutura verde em áreas metropolitanas após a entrega das obras iniciais.