O Tribunal de Justiça de Goiás estabeleceu que 70% dos servidores administrativos das escolas municipais de Goiânia devem permanecer em atividade durante a paralisação da categoria. A medida atende a pedido da prefeitura para preservar o funcionamento mínimo das unidades.
A determinação judicial foi divulgada nesta sexta-feira, após a categoria iniciar movimento por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Segundo reportagem do Google News Goiânia, o desembargador relator considerou que a educação é serviço essencial e não pode sofrer interrupção total.
A decisão prevê multa diária ao sindicato caso o percentual não seja cumprido. Diretores de escolas relataram que a presença dos administrativos garante o atendimento a pais, a organização de merenda e a manutenção de documentos escolares.
O sindicato da categoria informou que vai recorrer da liminar e mantém a paralisação dos 30% restantes. A prefeitura, por sua vez, disse que abrirá diálogo na próxima semana para discutir a pauta de reivindicações.
Pais de alunos ouvidos na porta de escolas do setor Centro e Campinas disseram que a medida traz alívio, pois evita o fechamento completo das unidades e permite que a rotina de matrículas e transferências continue.
A liminar equilibra o direito de greve com a continuidade do serviço público, enquanto as negociações entre sindicato e prefeitura seguem sem data definida para acordo.