A Justiça de Goiás ordenou a soltura de uma advogada investigada pela Polícia Civil sob suspeita de aplicar golpes contra 17 pessoas. A decisão atendeu a pedido da defesa, que sustenta a incompatibilidade das acusações com os elementos do processo.
Segundo reportagem do Jornal Opção, a profissional estava detida preventivamente enquanto a Polícia Civil de Goiás apurava os supostos esquemas fraudulentos. O Tribunal de Justiça do estado acolheu o argumento de que não havia fundamentos para manter a prisão.
Até o momento, a corporação identificou 17 supostas vítimas dos esquemas atribuídos à advogada. As diligências continuam e novas provas podem ser juntadas ao inquérito, que segue em tramitação.
A decisão reacende o debate sobre os limites da prisão preventiva em investigações de estelionato envolvendo profissionais com vínculos institucionais. Juristas avaliam que a medida reforça a presunção de inocência, mas não encerra o processo.
Em Goiás, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso e deve se manifestar sobre a condução do inquérito. A entidade defende o devido processo legal e a apuração rigorosa das denúncias.
O caso segue em segredo de justiça e a advogada responderá em liberdade enquanto a investigação prossegue.