Uma pesquisa realizada com 1.874 jovens paulistas pelo Espro, instituição sem fins lucrativos, revelou um paradoxo da geração digital: embora utilizem a inteligência artificial com frequência, muitos se sentem despreparados para lidar com a tecnologia. O estudo aponta uma lacuna significativa entre o consumo cotidiano de ferramentas de IA e a capacitação formal para empregá-las de modo eficaz.
Os participantes do estudo utilizam a inteligência artificial em diversas frentes do cotidiano, incluindo atividades acadêmicas, rotinas de trabalho e a busca ativa por oportunidades de emprego. A tecnologia já funciona como uma assistência prática rotineira, mas o domínio real das suas possibilidades ainda é restrito.
Segundo reportagem do G1, a pesquisa do Espro destaca que esse uso intenso não se traduz em confiança técnica. Os jovens reconhecem o potencial transformador da ferramenta, porém sentem que falta base estruturada para explorá-la com segurança e critério. A ausência de preparo formal aparece como o principal obstáculo para um aproveitamento mais estratégico.
O levantamento sugere que instituições de ensino e empregadores precisam inserir habilidades específicas relacionadas à inteligência artificial em seus programas. A capacitação formal é vista como caminho indispensável para que a juventude deixe de ser apenas consumidora da tecnologia e passe a dominá-la com autonomia profissional.
O cenário identificado em São Paulo reflete um desafio que se repete em outras regiões do país, incluindo Goiás. Em um estado onde a pauta de inclusão digital e qualificação profissional jovem ganha tração, a demanda por treinamento em inteligência artificial tende a crescer conforme a tecnologia se espalha pelo mercado de trabalho local.
O estudo indica que o acesso à inteligência artificial já é realidade para a juventude, mas sem capacitação estruturada esse domínio se mantém superficial e limitado.