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Brasil

João Campos renuncia à Prefeitura do Recife para disputar governo de Pernambuco

Prefeito anunciou pré-candidatura com Marília Arraes (PDT) como vice e Humberto Costa (PT) ao Senado

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 23:51 2 min de leitura
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João Campos renuncia à Prefeitura do Recife para disputar governo de Pernambuco

João Campos (PSB) renunciou ao cargo de prefeito do Recife nesta quarta-feira (2) para concorrer ao governo de Pernambuco nas eleições de 2024. A decisão foi formalizada em cerimônia com a presença da esposa, deputada Tábata Amaral (PSB). Ele anunciou uma chapa formada com a ex-deputada Marília Arraes (PDT) como vice e o senador Humberto Costa (PT) como candidato ao Senado.

A renúncia foi comunicada oficialmente à Câmara Municipal do Recife, cumprindo prazo legal para desincompatibilização. Com a saída, o vice-prefeito, João Henrique de Andrade Lima (PSB), assume a gestão da capital pernambucana até as eleições. O movimento faz parte de uma estratégia nacional do PSB para reforçar sua presença em estados estratégicos.

Segundo o G1, a composição da chapa majoritária reflete um acordo amplo entre PSB, PDT e PT, consolidando um palanque unificado da esquerda em Pernambuco. Marília Arraes, ex-deputada federal e neta de Miguel Arraes, traz lastro familiar, enquanto Humberto Costa, senador e ex-prefeito do Recife, adiciona experiência política. A aliança busca contrapor a atual gestão estadual, comandada por Raquel Lyra (PSDB).

A renúncia de prefeitos de capitais para disputar governos estaduais é um fenômeno observado em outros ciclos eleitorais, como nos casos de Geraldo Alckmin em São Paulo e Ciro Gomes no Ceará. A tática permite ao candidato capitalizar a gestão municipal como vitrine eleitoral, mas também exige desgaste com a máquina administrativa. Em Pernambuco, a decisão de Campos ocorre em meio a uma reconfiguração das forças políticas locais.

No cenário goiano, há especulações sobre uma possível candidatura do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), ao governo estadual, mas até o momento não há movimento semelhante de renúncia. Caso ocorra, seguiria padrão semelhante de prefeitos de capitais que buscam migrar para o Executivo estadual, usando a gestão municipal como plataforma. Em Goiás, as eleições de 2024 também devem ser influenciadas por alianças nacionais.

A manobra de João Campos redefine a disputa em Pernambuco e pode servir de referência para outros prefeitos de capitais que consideram voos mais altos. O desdobramento das eleições locais terá impacto nas negociações de palanques para a eleição presidencial de 2026.

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