O Itamaraty confirmou na quarta-feira (29) que 35 brasileiros morreram e 92 permanecem desaparecidos na guerra da Ucrânia, segundo a Tribuna do Planalto. O número de óbitos mais que dobrou desde dezembro de 2025. Kyiv está revisando seus contratos e prometendo até R$ 53 mil por mês a voluntários estrangeiros.
A confirmação do Itamaraty veio por meio de nota oficial divulgada na quarta-feira, atualizando o balanço de brasileiros afetados pelo conflito. Segundo o levantamento, o número de mortos saltou de menos de 20 em dezembro de 2025 para 35 atualmente, enquanto os desaparecidos subiram para 92. Os dados foram obtidos a partir do acompanhamento consular realizado pela embaixada brasileira em Kiev.
Em paralelo, o governo ucraniano anunciou a reformulação de seus contratos de recrutamento de combatentes estrangeiros, passando a oferecer remuneração de até R$ 53 mil por mês. A medida visa suprir a carência de tropas nas linhas de frente e já atraiu interesse de cidadãos de diversos países, segundo reportagem do Tribuna do Planalto.
O Ministério das Relações Exteriores informou que equipes consulares permanecem em contato com as famílias dos brasileiros envolvidos, prestando orientações sobre documentação, apoio psicológico e possíveis repatriacões. Até o momento, não há detalhes públicos sobre casos específicos de residentes de qualquer unidade da federação.
Especialistas em direito internacional apontam que o aumento da remuneração pode indicar uma mudança na estratégia de guerra da Ucrânia, que busca reforçar seus efetivos com voluntários internacionais. O conflito, que já completa mais de dois anos, continua a gerar repercussões humanitárias e diplomáticas em nível global. Analistas também destacam que a divulgação desses valores pode influenciar a decisão de brasileiros que consideram ingressar nas forças ucranianas.
O aumento de brasileiros mortos e desaparecidos na Ucrânia evidencia os riscos enfrentados por cidadãos que optam por participar do conflito como combatentes voluntários. O acompanhamento consular segue como principal canal de apoio às famílias afetadas.