Na última semana de setembro de 2023, a Prefeitura de Itajubá, Minas Gerais, consertou um buraco em uma via pública após uma imagem gerada por inteligência artificial, mostrando uma capivara no local, viralizar nas redes sociais. A administração municipal não só concluiu a obra como adotou o animal fictício como mascote da cidade, integrando-o a campanhas de comunicação.
A imagem, criada com ferramentas de IA, retratava uma capivara simpática dentro do buraco e rapidamente se espalhou por plataformas digitais, sendo compartilhada por milhares de moradores. Segundo o G1, a capivara, embora inexistente, simbolizava a presença comum do animal na região, que é frequentemente avistada em áreas urbanas e rurais de Minas Gerais. A viralização transformou um problema de infraestrutura em um fenômeno de engajamento cívico, com debates sobre a necessidade de manutenção viária e a responsabilidade municipal.
Diante da repercussão, a prefeitura aproveitou a onda para anunciar a obra. A equipe de comunicação utilizou a mesma imagem da capivara para divulgar a conclusão do serviço nas redes oficiais, conforme reportado pelo G1. A estratégia aumentou a visibilidade da ação e gerou interações positivas, com a capivara aparecendo em grupos de WhatsApp, adesivos e materiais promocionais. O animal tornou-se um símbolo informal da resposta ágil da administração, reforçando a imagem de uma gestão próxima e criativa.
Este caso ilustra como tendências digitais podem ser aproveitadas na comunicação pública, criando uma conexão afetiva com os cidadãos. Itajubá demonstra que humor e identidade local — representados pela capivara, animal culturalmente relevante — podem fortalecer a relação governo-comunidade. A experiência pode inspirar outras cidades, como Goiânia, onde a infraestrutura urbana é uma pauta recorrente, a usar elementos simbólicos em campanhas. Em bairros com alta atividade em redes sociais, como regiões periféricas ou centros comerciais, personagens como a capivara podem aumentar o engajamento cívico e a transparência nas ações municipais.
Além disso, a ação teve baixo custo, aproveitando conteúdo gerado organicamente pelos próprios moradores. A prefeitura não divulgou o valor exato da obra, mas a eficácia da comunicação foi notada no aumento de interações e no fortalecimento da marca da cidade. A capivara, agora mascote informal, deve continuar aparecendo em futuras campanhas, consolidando uma estratégia de comunicação que une inovação e tradição local.