O governo iraniano reiterou neste domingo (27) que segue apostando em uma saída negociada para o confronto com Estados Unidos e Israel, depois que o presidente americano Donald Trump anunciou a rejeição de uma proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz e cessar os combates.
Segundo reportagem do G1, a posição iraniana foi divulgada horas após a declaração de Trump e estabelece que qualquer medida para liberar a passagem marítima depende do atendimento prévio das condições definidas por Teerã, sem detalhar quais seriam esses termos.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo, e qualquer interrupção prolongada costuma pressionar as cotações internacionais do barril, o que chega às bombas de combustível em mercados importadores como o brasileiro.
Analistas de mercado acompanham o desenrolar do impasse porque a combinação de sanções, risco de bloqueio e retaliações militares cria volatilidade imediata no preço do petróleo, insumo direto da gasolina e do diesel vendidos nos postos de Goiânia e de outras capitais.
Embora não haja anúncio oficial de mudança na política de preços da Petrobras nas últimas horas, o cenário externo funciona como variável de risco para reajustes futuros, já que a paridade de importação segue como referência para a definição dos valores nas refinarias nacionais.
A manutenção do canal diplomático pelo Irã evita, por ora, uma escalada maior, mas a incerteza sobre o Estreito de Ormuz mantém o mercado de energia em alerta.