O Irã declarou que não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não pagarem indenização pelos danos da guerra. O anúncio partiu da Guarda Revolucionária e mantém fechada a rota por onde circula um quinto da energia consumida no mundo.
Segundo reportagem do G1, o bloqueio vigora desde fevereiro e impede o trânsito de petroleiros e cargueiros na entrada do Golfo Pérsico. A exigência financeira foi apresentada como condição inegociável para o fim da interdição.
A Guarda Revolucionária afirmou que os Estados Unidos são responsáveis diretos pelos prejuízos sofridos pelo Irã durante o conflito e que o pagamento deve preceder qualquer negociação sobre a reabertura. Não foram divulgados valores nem prazos.
O Estreito de Ormuz tem 39 quilômetros de largura no ponto mais estreito e conecta produtores do Oriente Médio aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte. A interrupção prolongada pressiona cotações do petróleo e eleva custos de frete marítimo.
Analistas de mercado acompanham a escalada com cautela. Qualquer extensão do bloqueio tende a reverberar em inflação energética e instabilidade logística, embora reservas estratégicas e rotas alternativas ofereçam amortecimento parcial no curto prazo.
O impasse mantém o mercado global de energia sob tensão enquanto a diplomacia busca saídas para evitar choque de oferta prolongado.