A Guarda Revolucionária do Irã declarou que pode bombardear 18 empresas estadunidenses do setor de tecnologia com filiais no Oriente Médio, a partir desta quarta-feira (1º de maio), como retaliação a bombardeios recentes dos EUA e Israel. Empresas como Apple, Google e Tesla foram apontadas como alvos em relatórios de inteligência, aumentando a tensão geopolítica na região. A ameaça, comunicada em 30 de abril, prevê ataques a partir das 20h no horário de Teerã (13h30 em Brasília).
Segundo relatos, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um comunicado indicando que os alvos são empresas com presença no Oriente Médio, embora a lista completa de 18 nomes não tenha sido divulgada publicamente. A retaliação está vinculada a ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra interesses iranianos na região, escalando um conflito que já preocupa o mercado global de tecnologia.
Conforme apurou o G1, especialistas em segurança nacional avaliam que a medida pode ter consequências além da região, considerando a natureza global das operações dessas corporações. Empresas como Google e Apple, por exemplo, mantêm centros de dados e escritórios comerciais em São Paulo, o que levanta questões sobre a resiliência de suas infraestruturas diante de possíveis interrupções. Além disso, a cadeia de suprimentos de tecnologia, que envolve fornecedores globais, poderia sofrer rupturas, afetando desde a produção de smartphones até componentes para servidores.
Esta não é a primeira vez que o Irã visa entidades ocidentais em resposta a ações militares; em 2020, por exemplo, o país atingiu bases dos EUA no Iraque após a morte do general Qassem Soleimani. No entanto, a escolha de alvos civis do setor de tecnologia representa uma nova frente de conflito, com potencial para afetar serviços essenciais como nuvem, busca e comunicações em escala mundial.
Em Goiânia, o impacto indireto pode ser sentido por meio de serviços digitais como Google Workspace ou iCloud, amplamente utilizados por empresas e indivíduos. A cidade abriga um ecossistema crescente de startups e empresas de TI que dependem de infraestrutura internacional, tornando crucial a discussão sobre planos de contingência e segurança cibernética local.
A situação exige atenção das autoridades brasileiras e do setor privado para mitigar riscos de desabastecimento ou interrupção de serviços. Para Goiânia, reforça a necessidade de investimentos em autonomia tecnológica e planos de continuidade de negócios.